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Artigos - Página 115

Valéria del Cueto: Falhei...

Valéria del Cueto: Falhei...

Tinha me prometido que os textos publicados aqui não seriam mais na primeira pessoa. Mas, infelizmente, sou obrigada a quebrar minha jura. E fiquem certos, não é por um motivo de que me orgulhe. Falhei com quem mais amo e respeito: o povo do carnaval...

Alegro, por Los Trupis...

Alegro, por Los Trupis...

Texto e foto de Valéria del Cueto   Bordolino olhava pela janela do trem que cruzava o norte da Itália de leste a oeste. Ao seu lado, a bruxa fazia de conta que não prestava atenção ao que acontecia ao que se passava em volta.   Era duro deixar a casa onde nascera em direção a uma nova vida.   Sempre soube que seria assim desde o dia que sentira aquele monte de cocegas, enquanto Anna Truppo o transformava de um pedaço de espuma num fantoche cheio de ideias. Viera ao mundo com uma missão, disso tinha certeza. A questão era: qual?   A bruxa continuava impassível, cheirando o ar seco e profilático do trem Frecciabianca que corria para o oeste. Parecia paralisada sabendo que seu destino era Torino, única cidade por onde passavam os dois círculos de magia na Europa: o negro e o branco. Concentrava a força do seu pensamento para que, ao chegar lá, fosse envolvida pela magia do lugar, mas que fosse a das forças do bem...   Não que Bordolino não acreditasse, mas ainda estava sob o impacto de trocar as mãos carinhosas de sua criadora, Anna e seu companheiro Adilson de Souza, por outras, talvez não tão sensíveis.   Eram a tradução e a síntese do trabalho da artista que, ainda criança, se encantara com a possibilidade de criar infinitas fantasias usando seus talentos para o desenho, a pintura, a escultura e a costura.   Primeiro foram bonecas de pano e roupinhas. O mundo ganhou novas possibilidades quando, numa praça qualquer da Argentina, assistiu extasiada a um espetáculo de teatro de bonecos. Fantoches!   Do que viu criou o que seria. Autodidata, experimentou materiais, manipulou diferentes tipos de espuma estudando sua densidade e flexibilidade.   Ha  22 anos atrás Anna encontrou Adilson, companheiro de vida e labuta. Com ele, em 2005, veio para a Itália, onde nasceram centenas de fantoches vendidos em feiras e eventos típicos das cidades italianas.   Aqui foram esculpidos, pintados, vestidos e manipulados Bordolino e a Bruxa. Ambos, parceiros na viagem inevitável destinadas aos fantoches de “Los Trupis”, nome adotado pela dupla sul-americana. Viajantes, todos viajantes. Do tempo, das terras e, se possível, da felicidade e cumplicidade que une o casal.   A produção dos títeres é pequena. Seleta. São seis personagens. Entre eles a bruxa, o mago, o velho e alguns animais. Mas tudo é uma questão de inspiração e das mãos mágicas de “Los Trupis” tudo pode surgir: a emoção brota dos olhos expressivos e brilhantes dos fantoches que, quando manipulados, ganham vida própria pelos dedos ágeis (ou não) de quem os adota.   O trem segue, como a vida. Bordolino observa sua companheira e, pouco a pouco, vê em seu rosto que o pior já passou. As correntes estão sendo rompidas. A bruxa está perdendo o medo, deixando a curiosidade das terras que nunca viu - nem mesmo em seus mais loucos sonhos de feiticeira animada - dominar seus pensamentos.   E assim, pela face sem disfarce da bruxa, Bordolino vê passar a esperança e da força da fantasia, esculpidas por Anna e Adilson, numa mensagem que será levada para outras terras, depois de muitos mares. Ela diz que o bem sempre vencerá o mal e encontrará seu rumo. Outro, agora...   Bordolino vê que a bruxa sabe. Mensageira do bem e da verdade, sua magia leva um recado de luta, conquista e vontade para todos o que, acima de tudo, acreditam no poder da fantasia e, por isso, não abrem mão de sonhar...   *essa crônica é dedicada a Cacá de Souza e sua generosidade que colocou em meu caminho mais um irmão...     **Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “No rumo”,  do SEM FIM... delcueto.wordpress.com

João Manteufel Jr.: Coisas que gostaria de ter feito Antes

João Manteufel Jr.: Coisas que gostaria de ter feito Antes

Estou trabalhando tanto nos últimos meses que minhas entrevistas têm sido a minha leitura. As entrevistas é que me mantêm informado. Por exemplo, o dia de hoje. De manhã, aula de sensibilidade e choque regional com José Medeiros. Depois, uma nova visão política com Lúdio. À tarde, um balde de risadas e histórias com o famoso Osmar da Época.

Ana Maria Ribeiro Costa: Índio sabido sim

Ana Maria Ribeiro Costa: Índio sabido sim

Índio sabido sim é um livro escrito por Julia Pascali, uma professora muito especial da Universidade Federal de Goiás, que se doutorou em Artes. Especial porque suas impressões manifestam-se quase sempre no sorriso que também vem dos olhos, do corpo, da voz, do coração. Além de ensinar, encenar, escrever, dançar, cantar, sabe desenhar misturando as tintas nanquim e urucum para revelar nuances dos povos japonês, chinês e indígena, de culturas que a inspiram-seduzem.

Laura Santiago: Flash Mob

Laura Santiago: Flash Mob

E o termo da vez é flash mob. Afinal, o que significa? O termo flash mob é usado para se referir a um grande grupo de pessoas que se juntam repentinamente em um local público para fazer alguma ação e rapidamente saírem do local. Geralmente, esse tipo de ação é organizado, combinado, coordenado, etc., por meio de redes sociais, e-mails ou outros meios parecidos. Quem participa de um evento desse é chamado de flash mobber. Quando nos referimos à ação como um todo usamos o termo flash mobbing. 

João Manteufel Jr.: Bodas de Mármore
Artigo - João Manteufel Jr.: Bodas de Mármore

João Manteufel Jr.: Bodas de Mármore

Essa semana possui umas das datas mais importantes do meu calendário. Claro que durante a vida vamos acrescendo datas importantes, como dia da formatura, dia em que conheceu seu amor, o dia em que nasceu um filho. Mas esta data, particularmente, tem um gosto especial. Sem ela, eu não seria eu.

Menotti Griggi: Mais uma ação rejeitada

Menotti Griggi: Mais uma ação rejeitada

A procuradora-geral interina da República, Helenita Acioli, enviou parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) em que opinou ser improcedente a ação de inconstitucionalidade proposta pelo PSC (Partido Social Cristão) que questionava a resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que autoriza a celebração de casamento civil ou conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Luiz Marchetti: Garimpo Cultural

Luiz Marchetti: Garimpo Cultural

Como Vai Você? Segue em Cuiabá a 13a Semana de Valorização da Vida. São palestras com especialistas e eventos gratuitos que culminam numa passeata na terça-feira, dia 10, às 19h, no DIA INTERNACIONAL DA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO. A passeata tem ponto de encontro na PRAÇA SANTOS DUMMONT. Valorize a vida e participe. Os voluntários mais legais do mundo trabalham no CVV de Cuiabá. INFO: (65) 141 ou 3321 4111 

Edmilson Eid: Voltando ao passado

Edmilson Eid: Voltando ao passado

O ladrilho hidráulico é a opção que o mercado da construção reinventa para revestir os novos ambientes, buscando do passado uma nova linguagem de conceito sofisticado.

José Augusto Filho: Rede Globo

José Augusto Filho: Rede Globo

Todo mundo tá cansado de saber que o BRASIL é um país preconceituoso, racista, bairrista, homofóbico e que a maioria das pessoas não quer ver beijo gay na novela das oito. Por outro lado, a REDE GLOBO, que não tem nada de boba, sabe que o os GAYS não são minoria e querem também se ver representados na telinha, aí o que a GLOBO faz???  Cria nas novelas personagens gays bizarros, que distorcem a realidade gay. Ou são bichinhas afetadas pra pejorativar mesmo a classe gay, ou gays equivocados quase extraterrestres.