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CRISTIAN SIQUEIRA

Divindade do Brasil

17/07/2017 08h02 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Divindade do Brasil

Reprodução

Os índios Tupis (Guaranis e Nambás) influenciaram de forma marcante e decisiva todas as tradições religiosas de origem brasileira que rendem louvores à Ancestralidade. Todo o perfil nato brasileiro ligado à religião se encontra marcado pelas características culturais e religiosas dessa etnia e suas descendências.

É daí que conhecemos o Deus Tupan, Yacy, Rudá, Yurupary (o Cristo do Brasil), Arapitan, Suman, e também a tão conhecida Yuremá, uma árvore sagrada que segundo a tradição da Encantaria do Nordeste escondeu Jesus quando era vivo. Quando os portugueses chegaram ao Brasil encontraram aqui uma raça em decadência, isso se nos basearmos na teoria da Roda Karmica, segundo a qual cada civilização nasce, se desenvolve e depois entra em decadência, para que venha nascer e se desenvolver uma outra civilização, ou seja, aqueles que aqui foram encontrados possuíam sua teogonia, filosofia, mitologia, medicina e tantas outras “ias” muito bem formadas e desenvolvidas; não eram, definitivamente, os homens bobos que nos fizeram acreditar que fossem. A cruz, por exemplo, símbolo máximo do povo cristão, já era uma conhecida íntima dos índios brasileiros. As profecias ligavam a cruz à figura da luz, da salvação. A cruz teve para os índios o sentido de luz, já que quando esses olhavam para o fogo com os olhos semicerrados constatavam que o mesmo se transformava em cruz. Seguindo a criação do abanhaeenga, a língua boa, que era falada pelos índios aqui encontrados, a luz se torna cruz e depois se torna T, a primeira letra do nome de Deus, Tupan, Theos, a fonte inicial de toda luz.

Os negros bantus quando aqui chegaram logo procuraram um ancestral local para que fosse louvado como dono da nova terra. A figura do índio foi um achado sensacional. Lá na África esses povos eram acostumados a receber através da incorporação seus ancestrais que, quando em terra, se muniam de cocares na cabeça, colocavam cachimbo com ervas na boca e passavam a falar com sua descendência; a mesma coisa que os índios faziam no Brasil. Foi amor à primeira vista. A figura do índio passou a ser divinizada, o dono da terra brasileira, e assim uniram junto aos cultos a divindades africanas também o culto à divindade brasileira: o Caboclo. Essa união permitiu o nascimento do conhecido Candomblé de Caboclo ao mesmo tempo em que permitiu a preservação de muita coisa dessa cultura específica. A figura do Caboclo representa o poder de Deus, a fase adulta da vida e o poder de realização que possuímos dentro de nós. Todos temos que ser caboclos todos os dias para enfrentarmos com fortaleza as lutas do dia a dia. É esse o mistério da presença dessas entidades em nossos Templos.

Okê Caboclo!

Salve o dono do Brasil!

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