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IRACEMA IRIAGARAY

COMO VOCÊ AMA?

Semana do Dia dos Namorados, inevitável pensar sobre ‘amar e se amar’. Cada vez que penso sobre esse tema me vem a palavra

Iracema Irigaray N. Borges

Colunista

16/06/2017 07h00 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00


Semana do Dia dos Namorados, inevitável pensar sobre ‘amar e se amar’. Cada vez que penso sobre esse tema me vem a palavra ‘cura’ e me lembrei de uma frase que dei de presente para alguém que amo, lia-se a palavra ‘amargura’ mas com a letra G riscada e substituída pelo C, ‘amarcura’. ‘Se’ amar cura e quem me ensina é o outro. A família, os amigos, os reencontros, os cachorros e gatos, tantas formas de amar, todas elas me dizendo de como amo. O mais incrível nesse caminho é que ele está sendo construído todos os dias, nos filhos repetindo nossas dores por amor, nos amigos teimando em estar próximos, nos alunos que se entregam de coração aberto, nos poemas falados, nas músicas, nos filmes, no momento em que arrisco a vida. Tenho aprendido que amar é um exercício de gente grande, é o exercício de ‘apesar de’, te amo. Alguns anos atrás uma amiga me pediu para fazer uma lista dos defeitos que eu aceitaria em um homem; não soube responder até semana passada. Essa lista contém meus valores, necessidades que foram desvendadas ao longo da vida e que são muito pessoais, são importantes para mim. Eles são inegociáveis em qualquer relação, inclusive a amorosa. Ter clareza dos próprios valores é o que traz verdade para qualquer relação, já vivi encontros em que me violentei para satisfazer os valores do outro. Funciona por algum tempo, mas não dura, e sabe por quê? Porque vêm à cobrança o apego, o peso e muita dor. São relacionamentos tão cheios de exigências que perdem a vida dentro deles. Eu preciso de família, alegria, natureza, música, livros, dia, céu, viagens, autenticidade, esta sou eu. Acontece que encontro alguém que precisa de noite, pessoas, vinho, carro caro, metas arrojadas, primeira classe. Não existe julgamento, existem necessidades diferentes e quanto mais me dou conta disso aprendo a me respeitar e respeitar o outro. Me torno mestre do meu próprio caminho. “Quando dois mestres se encontram, mestres do seu ser, de sua solidão, a felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada. Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração. E eles não exploram um ao outro, eles compartilham. Eles não utilizam o outro. Em vez disso, pelo contrário, ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia." (Osho). Namastê.

 

 

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