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CARLINHOS ALVES CORRÊA

BALUARTES DOS 250 ANOS DE CUIABÁ

Leia também: o Silêncio dos Sinos e Peixe Bento

Carlinhos Alves Corrêa

Colunista

17/04/2017 07h00 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00


A grande pioneira, idealizadora, visionária, a sempre lembrada cuiabana Profª Drª Ana Maria do Couto (May do Couto), liderança com um grupo de senhoras da sociedade nas grandes celebrações durante 12 meses no aniversário da nossa querida Cuiabá nos seus 250 anos de fundação. Neste grupo liderado por May do Couto, as senhoras: Anna da Costa Pinheiro, Senhorita Monteiro, Rosinha Gonçalves, Olga Candia, Teté Eubanck, Leila Affi Coelho, Gilda Rabello Leite, Teté Ricci Eubanck. Terezinha Fava Biancardini, Noêmia Affi Santos Costa, Mercedes Ferraz Costa e Silva, e outras divas cuiabanas que primavam pelos eventos marcantes nos 250 anos de Cuiabá. Com todo apoio do prefeito da época, Bento Lobo, e da primeira-dama Marta Lobo, do governador Pedro Pedrossian e da primeira-dama do Estado, Maria Aparecida Pedrossian, as festas assinadas por May do Couto marcaram os anos dourados de 1969. O baile oficial dos 250 anos aconteceu no Clube Esportivo D. Bosco, o buffet foi assinado por Elza Biancardini, nos embalos da noite, Jacildo e Seus Rapazes, decoração de Pipito Candia. Só eu sei dizer: May do Couto e as senhoras citadas sempre amaram a terra-mãe.

O SILÊNCIO DOS SINOS

Como eu me lembro do silêncio profundo da sexta-feira santa, nas igrejas do Rosário, Senhor dos Passos, Boa Morte, Nossa Senhora Auxiliadora, São Gonçalo, Santa Rita e a Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, o silêncio dos sinos expressando a reflexão humana. Basta olhar para Jesus crucificado para se animar a sofrer tudo por seu amor. Hoje, acabou todo esse amor do silêncio da alma, do jejum de pão e água, dos joelhos dobrados, a humanidade vive hoje momentos de mesas fartas e se esquece do mistério da cruz e da dor. Os padres da época: Firmo Duarte, Teixeirinha, Aloísio, Emílio, dentre outros, quando se expressavam a falar de Jesus crucificado, os seus olhos expressavam lágrimas e os fiéis também choravam ou simplesmente refletiam o verbo que suportou que sua carne fosse suspensa na cruz. Antigamente os sinos tocavam nas igrejas anunciando as badaladas da Ave-Maria; nos tempos modernos faz-se o silêncio dos sinos que só tocam de vez em quando.

PEIXE BENTO

Quando me refiro a “Peixe Bento”, me lembro nas feiras das praças: Santa Rita, Mercado Municipal da Isaac Póvoas com Joaquim Murtinho, Mandioca, Mercado do Porto, e as cambadas de peixes pelos quatro cantos da cidade. Que tempo o nosso, o pão nosso de cada dia, o rio Cuiabá, sem poluição, ali era o sustento de vários pescadores para a sua sobrevivência. No cais do Porto, aquela revoada de lavadeiras descamando peixe, limpando para fazer um extra para o seu sustento, tudo feito com amor, com largos sorrisos da brancura das águas limpas que corriam no rio. Variedade de pescados como: pacus, pintados, caxaras, dourados e as peraputangas, eram considerados os peixes nobres, enquanto jaú, bagre, pacupeva, piau e outras iguarias que o rio Cuiabá oferecia você podia fazer a sua escolha. Hoje em dia, essas variedades sumiram das nossas mesas, a não ser os peixes criados em cativeiros, enquanto o “Peixe Bento” dos nossos rios é vendido tão caro que ficamos só nas saudades do passado. 

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