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CRISTIAN SIQUEIRA

VELAS

Velha conhecida dos religiosos de várias correntes, a vela se tornou um sinal inquestionável de religiosidade...

18/03/2017 06h30 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Velha conhecida dos religiosos de várias correntes, a vela se tornou um sinal inquestionável de religiosidade. Não se sabe ao certo como se deu o nascimento deste tradicional objeto, no entanto sabemos não ser ela mais antiga que as lamparinas.

Na verdade, a vela aparece como substituta mais prática para o lugar das lamparinas. Podemos encontrá-las em várias opções, no entanto, as que possuem maior vibração energética são as feitas com maior quantidade de cera natural (como de abelha, por exemplo). 

Quando se trata de luzeiros para fins religiosos, devemos nos lembrar sempre de que a forma mais elevada de se acender uma luz a alguma divindade, santo, energia, seria se utilizando das chamas feitas com azeites, e aqui entramos em um segredo imagístico: a chama feita com óleos elevados atrai para perto de si energias elevadas ao mesmo tempo em que fixa de forma mais apurada a energia deixada ali por alguém; entendamos...

Todas as vezes que se acende uma vela, uma lamparina, um incenso, com um fim espiritual, devemos ter claro em nossa mente que os seres imateriais não necessitam desses itens, não é para eles que oferecemos esses elementos.

Na verdade, o intuito desses “sinais” é fixar o pedido, a energia do ofertante para que seja ela trabalhada para quem de direito o deve fazer.

Assim sendo, nunca acenda uma vela por acender, um incenso por acender, antes disso os pegue nas mãos e, segurando-os, faça seus pedidos, suas preces, sua mentalização, para que esses fiquem fixados, marcados no objeto, para só depois ofertá-la ou deixá-la em algum lugar.

As velas, bem como os incensos maravilhosos que exalam dos turíbulos nas missas, no passado, eram feitos exclusivamente por monges e freiras que faziam da fabricação artesanal uma verdadeira celebração religiosa com preces, cantos, tudo com o objetivo de oferecer, desde já, um elemento puro, elevado, para ser usado nas celebrações; o mesmo procedimento não difere quando se produzem incensos e correlatos no culto hinduísta, xintoísta e budista.

É verdade que é muito difícil hoje encontrarmos esses materiais de preparação tão elevada a nossa disposição, no entanto, se fizermos a fixação mental, energética naquilo que dispomos antes de utilizá-los, já teremos um melhor resultado em nossos espíritos em nossos momentos de oração e utilização desses. 

Em tempos de uma urgente conscientização ecológica, vale a pena lembrar que nenhuma religião ensina seu fiel a poluir a natureza, em especial devo frisar os cultos afro-religiosos.

O comportamento frequente de se deixar utensílios, velas, plásticos, na natureza não são ensinados nem tampouco apoiados em nossas práticas. Não se agrada uma pessoa sujando sua casa... portanto: atenção e cuidado sempre!!!

Saravá. 

 

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