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EFEITOS DA ESTIAGEM

Colheita no Centro-Oeste é acelerada para driblar clima instável

A estimativa é que haja uma estabilização no clima, com chuvas melhores distribuídas e temperaturas mais amenas.

21/01/2019 10h33 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Colheita no Centro-Oeste é acelerada para driblar clima instável

Reprodução/Internet

Após um final de ano desafiador para os produtores de soja do País, os sojicultores de Mato Grosso estão se antecipando e já iniciaram a colheita do grão nas lavouras. Devido ao período veranico, grande parte da produção nacional sofreu quebra e a expectativa é de redução na projeção inicial de safra feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 120,6 milhões de toneladas para 118,8 milhões de toneladas dessa cultura. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 5,62% da área plantada já foi colhida, número 4,33% superior ao registrado no ciclo 2017/2018 para o período.



“A safra de soja foi a que mais enfrentou os efeitos da estiagem. Mesmo assim, a redução da produtividade não foi severa, sendo que temos a expectativa que o adiantamento da colheita somado a melhores condições climáticas em janeiro devem manter os índices nos patamares atuais”, explica o gerente do Núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo e coordenador da Expedição Safra, Giovani Ferreira.

O Mato Grosso do Sul também iniciou de forma antecipada sua colheita da safra de soja, segundo a Associação dos Produtores da oleaginosa (Aprosoja/MS). A estimativa da Associação é que entre os meses de janeiro e fevereiro haja uma estabilização no clima, com chuvas melhores distribuídas e temperaturas mais amenas. Ainda de acordo com a Aprosoja/MS, O veranico dos meses anteriores causou uma quebra de 11% na produtividade da cultura, reduzindo a projeção inicial de 10 milhões de toneladas para 8,9 milhões de toneladas.

Milho



A primeira safra de milho recebeu menos impactos do veranico do que a soja. A Conab projeta que a cultura deve registrar alta de 2,4% em comparação ao ciclo anterior (de 24,46 milhões de toneladas para 26,81 milhões de toneladas). O Mato Grosso também irá registrar aumento em sua produção, chegando a 101,9 milhões de toneladas, índice 2,36% superior à 2017/2018 (quando foram registradas 99,6 milhões de toneladas), de acordo com o Imea. Já no Mato Grosso do Sul a grande expectativa é com a safrinha (milho segundo safra), que deve alcançar 8,7 milhões de toneladas, ante 6,3 milhões do ciclo anterior, um acréscimo de 38,5%, segundo informações do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS)

E esse será o cenário que a Expedição Safra irá visitar entre os dias 21 de janeiro e 1º de fevereiro. A equipe de técnicos e jornalistas irá percorrer as cidades de Sorriso, Nova Mutum, Campo Novo do Parecis, Cuiabá e Rondonópolis no Mato Grosso, além de São Gabriel do Oeste, Campo Grande, Dourados e Naviraí no Mato Grosso do Sul.

Sobre a Expedição Safra

A Expedição Safra faz um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos da América do Sul à América do Norte. O projeto percorre 12 estados brasileiros nas etapas de plantio e colheita. Para ampliar a discussão sobre mercado, desde a temporada 2010/11 a equipe realiza roteiros extraordinários, com incursões à Alemanha, Holanda, Bélgica, França, China, Índia, Israel, Rússia e ao Canal do Panamá. A Expedição Safra é uma iniciativa do Núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo e é apresentada pelo Sistema Confea-Crea, com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, Sementes e Fertilizantes Castrolanda, Agrotec, Alta, Solaris e Expo Londrina. O apoio logístico é do Groupe Renault.

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FONTE: Assessoria



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