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AUMENTO

Exportações de sêmen crescem 60,4% no primeiro semestre

A pecuária leiteira registrou o maior crescimento: 24,8% superior ao mesmo período de 2016

29/09/2017 16h41 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Exportações de sêmen crescem 60,4% no primeiro semestre

Reprodução

Com a expectativa de encerrar 2017 com balanço positivo, o mercado de genética bovina no Brasil ampliou as vendas internas e as exportações de sêmen no primeiro semestre do ano. O crescimento foi de 7,6% no mercado nacional e de 60,4% no mercado externo, conforme o relatório semestral do setor, o Index ASBIA 2017, divulgado nesta semana pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA). Os dados foram processados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A pecuária leiteira registrou o maior crescimento: 24,8% superior ao mesmo período de 2016. “Os produtores de leite investiram fortemente no melhoramento genético de seus rebanhos, com o objetivo de recuperar o preço do leite e manter os custos de produção menores”, explica o presidente da ASBIA, Sérgio Saud.

Na pecuária de corte, o mercado enfrentou as consequências da crise política, como a Operação Carne Fraca e a delação da JBS, e a volta da cobrança do imposto Funrural. Mesmo diante desse cenário, as vendas de sêmen tiveram uma queda inferior à esperada pelo setor, fechando o primeiro semestre com uma leve baixa de 3,4%. Segundo o presidente da ASBIA, esse resultado sinaliza que o pecuarista de corte manteve suas intenções de investir em genética, pensando na estabilidade do mercado nos próximos anos.

Outro indicativo de que as técnicas de Inseminação Artificial (IA) e de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) vêm crescendo no País é a venda de botijões de sêmen de até 20 litros. O crescimento, no primeiro semestre, foi de 28%, índice reforçado pela pecuária leiteira, que teve quase 25% de elevação. “De forma geral, o resultado da venda de sêmen foi supreendentemente positivo. E isso nos faz acreditar que o segundo semestre seguirá a mesma tendência, com uma possível recuperação na venda de sêmen de corte e a manutenção do crescimento”, ressalta Sérgio Saud.

As vendas segmentadas por região apontam que o Centro-Oeste concentra o maior número de vacas inseminadas, liderado pelo Mato Grosso do Sul, com quase 18%. A média nacional é de 9,4%. Nos rebanhos leiteiros, esse índice sobe para 15,5%, com o Sul concentrando o maior número de vacas inseminadas, liderado por Santa Catarina (33,1% das vacas inseminadas).

Balanço de vendas por raças em 2016

A ASBIA também divulgou os resultados completos de comercialização no mercado nacional do ano de 2016, referentes às principais raças de corte e de leite. E apresentou a evolução dos dois segmentos, por raça, em sete anos. Neste período, as raças de corte que mais comercializaram sêmen foram: Angus, Nelore, Nelore CEIP, Red Angus, Brangus, Nelore Mocho, Braford, Hereford Mocho e Senepol.

O Angus teve 3.695.011 doses comercializadas em 2016, recuo de 5% em relação ao ano anterior. Porém, entre 2010 e 2016, as vendas da raça taurina cresceram 214%. Já a raça Nelore vendeu 2.098.161 doses, volume 5% superior ao de 2015. No acumulado dos últimos sete anos, a retração na raça zebuína foi de 16%.

Entre as raças leiteiras, a lista traz a seguinte liderança: Holandês, Jersey, Gir Leiteiro, Girolando 3/4, Girolando 5/8, Guzerá Leiteiro, Pardo-Suíço Leiteiro, Holandês Vermelho, Braunvieh e Sindi Leiteiro. O Holandês comercializou 2.397.982 doses em 2016, queda de 14%. Já no acumulado dos sete anos, o recuo foi de 1%. O Jersey teve 466.502 doses vendidas no ano passado, registrando reduções de 26%, em comparação com 2015, e de 29%, entre 2010 e 2016.

Exportações - Referência mundial em genética bovina, o Brasil fecha o primeiro semestre com um crescimento de 60,4% nas exportações e com forte crescimento nas vendas externas de sêmen das raças de corte. Os principais destinos dessa genética foram a Bolívia e o Paraguai. Nas vendas de sêmen de raças leiteiras, as maiores exportações foram registradas para a Colômbia e o Equador.

Sobre a ASBIA

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 26 de novembro de 1974, para congregar as empresas que se dedicam ao fomento da pecuária no setor de produção e distribuição de sêmen, materiais e equipamentos de uso na inseminação artificial e de outros produtos ligados à reprodução animal. Sua missão é potencializar a sinergia entre as empresas do setor, de modo a posicionar o processo de inseminação artificial como fator de vantagem competitiva sustentável na cadeia produtiva da pecuária.

Neste sentido, a ASBIA, em parceria com a BIO – Biotecnologia Animal, uniram forças para a instalação do Laboratório de Análise de Sêmen (ASBIA-BIO), que funciona desde o ano passado no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). O Laboratório ASBIA-BIO possui equipamentos altamente sofisticados, que determinam diferentes parâmetros de qualidade de uma amostra espermática, em diferentes espécies animais.

O foco de trabalho consiste na padronização dos exames e em garantir uma segunda análise de sêmen com elevados critérios técnicos, equipamentos modernos e consistência no padrão de análise. Além disso, o laboratório conta com um banco genético das raças zebuínas.

FONTE: GRUPO PUBLIQUE

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