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SAFRA RECORDE

Mato Grosso estima colher cem mil toneladas a mais de algodão

Até o mês de julho, o Brasil já havia exportado 19,3 milhões de toneladas da pluma, 50,1% desse total são de MT

Catia Alves

Repórter

13/08/2017 10h00 | Atualizada em 13/08/2017 11h31

Mato Grosso estima colher cem mil toneladas a mais de algodão

Reprodução/Internet

O mês de agosto será importante para os produtores de algodão. A colheita está terminando e a estimativa é colher 999,8 mil toneladas na safra 2016-2017 em Mato Grosso. O número superara em 100 mil toneladas o resultado da colheita anterior.

O Estado é um dos maiores produtores da pluma, respondendo por dois terços de todo o algodão colhido no país. Durante o mês de julho, o Brasil exportou 19,3 milhões de toneladas de pluma, ampliando seu volume escoado em 37,9% em comparação com o mês de junho.

Mato Grosso continua liderando nas exportações, com 50,1% do total. Este ano, uma área de aproximadamente 626,5 mil ha foi destinada ao cultivo. Desse total, 548.712 há foram cultivados como segunda safra, ou seja, após a colheita da soja.

De acordo com o relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização do algodão no Estado em julho atingiu 80,03% para a pluma e 64,36% para o caroço, o que corresponde a um avanço mensal de 4,43 aproximadamente e 6,28 respectivamente.

O algodão é matéria-prima usada na produção de tecidos, óleo de cozinha e até seu caroço é aproveitado como ração de gado nas fazendas. No que se diz respeito aos preços médios mensais, a pluma vem sendo negociada a R$ 81,50/@ e o caroço a R$ 471,59/@.

Alexandre Pedro Schenkel

Hoje o Núcleo Regional Noroeste, integrado pelos municípios de Sapezal e Campos de Júlio, responde pela maior área cultivada de algodão em Mato Grosso: de aproximadamente 162 mil ha. A área de algodão do Núcleo Noroeste corresponde a 17% de toda área de algodão no Brasil.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Pedro Schenkel, estima que a expectativa para a próxima safra chegue aos 720 mil hectares plantados. Um aumento de 12% na área plantada.

Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, Alexandre avaliou que o produtor se preparou para esse aumento. “Essa expectativa é real do produtor, mas não fechamos o número ainda. Esse aumento vem, principalmente, porque, além do planejamento, nós tivemos uma janela de plantio muito favorável. O produtor vem se preparando para isso, tem uma estrutura toda que o  está acompanhando”.

As vendas do algodão em pluma chegaram a US$ 783 milhões no período de janeiro a setembro de 2016.

Colheita

Segundo o relatório do Imea publicado na segunda-feira (7), a colheita no Estado está atrasada em relação ao ano passado, mas apesar disso continua registrando boa produtividade na média do Estado.

De acordo com o presidente da Ampa, até o final desse mês a colheita vai estar terminada. “Nós estamos com um maquinário bom nas lavouras e estamos correndo para poder fazer em tempo essa colheita”, contou.

Boa parte das vendas foi feita ainda em 2016 e o que falta é provável que seja vendido antes do final da colheita. “A proporção é feita de 12 a 16 meses antes da colheita, então boa parte da venda já foi feita, para poder pagar os custos da produção”, explicou Alexandre.

Workshop da Qualidade do Algodão

No dia 18 de agosto (sexta-feira), representantes da cadeia produtiva do algodão têm um encontro marcado com a qualidade da pluma. Pelo quinto ano consecutivo, a Ampa e o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) promoverão o Workshop Qualidade do Algodão.

O evento terá início às 8h30 com uma mesa em que serão apresentadas e debatidas as novas aplicações do algodão no mundo – tecnologia e inovação. Os expositores serão Maria José Orione, diretora de Planejamento Estratégico da Capricórnio Têxtil; Vitor Luiz Rambo Junior, diretor presidente da Incofios, e Walter Hamaoka, gerente comercial da Kurashiki do Brasil. Os moderadores serão Alexander Kurre, da ADM, e Sérgio Segura, da Star Colours.

Ainda na parte da manhã, às 10h50, terá início a Mesa 2 com o tema Gestão da umidade ao longo da cadeia produtiva do algodão. Os expositores serão Jean Louis Belot, pesquisador e coordenador do Projeto de Qualidade do Algodão do IMAmt;  Jean-Luc Chanselme, diretor técnico da Cotimes do Brasil; João Celso dos Santos, diretor gerente da Orbi Cotton e Renildo Luiz Mion, pesquisador do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Rondonópolis. A moderação ficará a cargo de Dangelo Maschio, da Cooami, e Gilmar Deliberaes, da Cooperbem.

Após pausa para o almoço, a última mesa começará às 14h15 e terá a apresentação da Escola de Beneficiamento Ampa/IMAmt e dos cursos e treinamentos a serem realizados. A exposição do tema será feita por Alvaro Salles, diretor executivo do IMAmt; Carlos Eduardo Braguini, gerente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Rondonópolis, e do ex-presidente da Ampa Milton Garbugio. O moderador será o atual presidente, Alexandre Pedro Schenkel.

Visita de campo – A novidade da quinta edição do Workshop da Qualidade do Algodão será a visita dos palestrantes a áreas de produção e beneficiamento do algodão em Campo Verde, no dia 17, de 9h às 16h.  A programação da quinta-feira será encerrada com um jantar em Cuiabá.

O V Workshop da Qualidade do Algodão conta com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Serviço

O que: V Workshop da Qualidade do Algodão

Quando: 18 de agosto (sexta-feira)

Onde: Auditório do Edifício Cloves Vettorato, Rua Engº Edgard Prado Arze, 1777, Quadra 03, Setor A, Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT.

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